1 A fazenda Ribeirão da Fartura pertencia ao Barão de
Antonina
2 O nome da cidade não vem de suas terras férteis ou rio
piscoso e sim do Rio Fartura que fica entre Fartura e Barão de Antonina
3 Remigio ( filho) só
doou as terras porque foi ameaçado pelos moradores da vila
4 Burton se baseou na cidade de Washington para tracejar as
ruas de Fartura
5 A elevação da freguesia é uma incógnita foi o processo mais
rápido do Brasil ate hoje, 20 dias e foi
durante o recesso parlamentar , na media se demorava 10 anos
6 Hilário foi eleito vereador mas quem colocou ele como
prefeito foi Américo Brasiliense contrariando as leis da época
7 Em 1907 não chegava a primeira carroça e sim era fabricada
a primeira em Fartura
8 A ponte que ficou
sob as aguas da represa era de concreto feita em 1950
Todos os jornais, tamanho das quadras,
Onde e Bradeco existia uma fabrica de mortadela do sr João
Teodoro
Era uma noite fria de inverno, véspera de São João, e o
casarão dos Castros — aquele que ainda se ergue ao lado da rodovia que leva a
Carlópolis — estava repleto de vida. A casa fervilhava com a presença de
familiares e amigos, todos reunidos para mais uma tradicional reza do terço em
louvor a São João. A fogueira crepitava, iluminando os rostos alegres, enquanto
os aromas dos deliciosos comes e bebes preenchiam o ar, criando uma atmosfera
de celebração e união.
Entre os convidados, destacavam-se o vereador Marcos Ribeiro
e sua esposa, Maria Umbelina. A noite avançava, e a alegria parecia
contagiante, mas, à medida que as horas passavam, Maria Umbelina começou a se
sentir mal. Preocupada, decidiu retornar para casa. No dia 24, sua condição não
melhorou, e o médico Gerônimo Vieira de Andrade foi chamado. Após uma avaliação
cuidadosa, ele trouxe um diagnóstico alarmante: envenenamento. Infelizmente,
ele informou que não havia nada que pudesse ser feito.
A polícia da época, sob o comando de Luiz Ribeiro Salgado,
pai de Marcos e subdelegado, iniciou uma investigação. As suspeitas recaíram
sobre uma ex-escrava de Luiz Ribeiro, que, movida por ciúmes, teria cometido o
crime, pois era apaixonada por Marcos Ribeiro, que mais tarde se tornaria
Coronel. Contudo, as evidências eram escassas, e nada foi provado.
Maria Umbelina, que estava grávida, enfrentou uma batalha
dolorosa. A tragédia se abateu sobre ela quando perdeu a criança e, em um
estado de agonia, permaneceu na cama até o dia 29 de junho de 1894, dia de São
Pedro. Ela faleceu com apenas 19 anos,
Maria Umbelina , com a gravidez avancada, aceitou o prato
pronto, feito pela ex escrava do seu sogro, sem saber que a mesma havia
envenenado sua comida.
Muito triste!!! Enquanto a mae envenenada , agonizava, a
criança se mexia desesperada no ventre materno. Chamaram um Padre , que batizou
a criancinha antes de nascer. Morreu mae e filho ... foram enterrados no
Cemiterio , onde hoje situa se a Santa Casa. Tempo depois , quando o Cemiterio
foi mudado, ao abrirem o tumulo, encontraram o esqueleto da mae e do bebe , que
não conseguiu nascer.
Nos anos 30, como a cidade não contava com água encanada, os
moradores do centro se uniram e pagaram para encanar a água de uma nascente
localizada atrás do antigo posto do Chicão. Esse encanamento seguia pelas ruas
Gerônimo de Andrade e Anacleto Gonçalves Neves, indo da esquina do Grupo
Escolar até a praça 9 de Julho, e descia parcialmente pela Rua Barão do Rio
Branco. Foi apenas nos anos 50 que a prefeitura começou a fornecer água
encanada para a cidade.
No final do sec 19
Fartura era o local mais procurado de toda a
região para se contratar Bugreiros (matadores de índios) que eram
levados para a região de Assis para limpar a terra ( matar os índios do local)
Uma das histórias
que ouvi do Heitor Leite, pai do Anselmo da Casa & Casa, conta sobre sua
infância na Rua Barão do Rio Branco. Naquela época, em frente de sua casa, onde
hoje é a ACIf, havia o açougue do Farah. Todos os dias, Farah precisava lavar o
açougue e pagava uma moeda para cada lata d'água que os meninos da rua traziam
do ribeirão próximo ao supermercado São Francisco. No entanto, se a lata
estivesse faltando mais do que 4 dedos de água da borda, ele ficava com a agua
mas não pagava. Como a tarefa era difícil, com a rua de pedras soltas e as
latas pesadas, os meninos perdiam cerca de duas de cada dez moedas. Até que um
deles teve uma ideia: deixar uma lata cheia na esquina para completar as outras
que viessem faltando. Assim, eles garantiram que sempre recebessem o pagamento
justo.
Depois desse dia
nunca mais trabalharam de graça.
Da área total de
1.212 km² de Fartura, foi desmembrado 197 km² de Timburi, 296 km² de Tejupá,
145 km² de Taguai, 146 km² para a represa e ficou restando 429 km².
Fartura foi a
primeira cidade do Brasil que os padres teatinos se instalaram, e só vieram
porque numa ação rara o papa doou a paróquia e todas as suas rendas para eles.
Existe uma nascente
a menos de 50 metros da igreja matriz. Ele nasce ali passa por baixo CME, da garagem
de ônibus ao lado super mercado São Francisco e deságua ribeirão Fartura.
A primeira sala de
aula de Fartura começou a funcionar em 1885, era particular só aceitava meninos
e funcionava em uma sala da antiga capela, as primeiras salas de aula municipal
só começou a funcionar em 1889 e os professores eram, Antônio Viana para meninos
e Ignez Deolinda para as meninas.
O nome oficial do
posto de saúde do centro central é Franklin Delano Roosevelt, e foi inaugurado
por Juscelino Kubitschek e Assis Chateaubriand, foi uma obra particular que
depois foi doado a prefeitura e os moveis foram doados pelo governo dos EUA.
Em 1892 Fartura
tinha 2 lojas maçônicas, Luz do Sertão e Deus e humanidade, quando maioria das
cidades brasileiras não tinha nenhuma.
O traçado da
rodovia que liga Fartura até a divisa com Carlopolis, foi feito paralelo a
antiga estrada de terra.
A primeira sede da
prefeitura ficava na esquina das ruas Mario Monteiro de França e Barão do Rio
Branco, funcionou ali até 1935 quando foi transferida para a esquina da praça 9
de Julho.
Do lado da prefeitura
descendo a Mario Monteiro ficava a garagem municipal onde eram realizados
bailes de carnaval para população mais pobre, bailes chamados de Negreiros.
O primeiro lixão de
Fartura era no final da rua Samuel de Oliveira um pouco antes de chegar na
ponte. Quando tinha enchente no ribeirão Fartura as águas carregavam todo o
lixo, ali foi jogado o lixo da cidade de 1931 até final dos anos 50 quando foi
transferido para o lixão dos 3 Saltos, todo o lixo era recolhido com carroças. Nos
anos 40 o lixo começou a ser jogado também no Bico da Pedra.
A pedra fundamental
da igreja foi lançada em 1907 pelo arcebispo José Marcondes Homem de Mello e
foi inaugurada em 1921.
Nos anos 20 para ir
até Taguai tinha que passar por 7 porteiras, ate Sarutaiá 4 e mais 8 porteiras
até chegar a Piraju.
O Bico da Pedra tem
este nome, porque naquele local durante uma briga entre 2 irmãos um pegou uma
pedra e bateu como bico dela na cabeça do outro matando-o.
Na estrada que vai
pra OSAF, passando a ponte a direita existia uma fábrica de óleo e farinha do
sr. Gentil de Oliveira e no terreno da OSAF também era outra fábrica de óleo e
farinha do sr. Ubirajara Teixeira.
A prefeitura tinha
um campo de aviação, ele foi feito durante a Rev. de 32 no sistema de mutirão,
até anos 50 ele ainda pertencia a
prefeitura, não sei dizer se é o mesmo que existe hoje e é particular.
Trindade.
A construção da
rede de esgoto de Piraju e a escola Marcos Ribeiro de Fartura foi uma
compensação do estado a as duas cidades por elas terem bancado a construção do
ramal ferroviário de Manduri até Piraju e depois de Piraju até Sarutaiá, e a
estação foi projetada por Ramos de Azevedo.
Em 1884 o município
de Fartura já tinha 2.000 moradores.
O primeiro prefeito
negro do Brasil foi o de Fartura em 1891.
Fartura é uma das
poucas cidades do estado que não tem um logradouro público com nome de Ataliba
Leonel, Fartura tinha a praça 9 de julho, mas foi retirado por brigas políticas.
Fartura tinha um
corpo consular da Itália. E os chefes do corpo consular foram Emilio Del Cistia
e Septimo Cimatti.
O
cemitério de Fartura nunca foi canônico, sempre foi civil, isto é quem mandava
era a prefeitura e não a igreja.
Os
terrenos onde ficam o fórum,
o convento e o antigo orfanato, foram comprados do asilo, eram parte do terreno
que tinha sido doado por Augusta
Volpato ao asilo.
Existia uma capela na Vila Nova em devoção
a São Lázaro, o zelador
era o sr. Nicolau
Bruno.
Na década de 30 existia um hipódromo em Fartura (conhecido como surrador de cavalos), ficava onde hoje é
o Jardim Aeroporto, o local era muito
frequentado e nos finais de semana se montava barracas
de bebidas e comidas para os frequentadores.
Fartura foi uma das
primeiras cidades do Brasil a ter o ensino primário obrigatório.
.
O
Big Bar quando foi inaugurado na dec. de 50 era uns dos maiores do estado.
Na
esquina das Ruas Bertoni e Zico Leonel existia uma quadra de esportes que pertencia a igreja.
Na esquina
das Ruas Floriano
Peixoto e Anacleto
Gonçalves Neves, funcionou o grupo escolar feminino de 1909 a
1915.
Na esquina
das Ruas Vicente
Trindade e Anacleto
Gonçalves Neves funcionou o
grupo escolar masculino de 1909 a 1915.
Na
Rua Dr. Castro em frente á Praça Tenente Casemiro funcionou a maquina
de arroz do Atila Garcia
Rocha.
Na Avenida
João Rocha depois da ponte a esquerda
existia um frigorifico de porco, foi demolido.
No prédio de 1916 na esquina
das Ruas Bertoni
e Gerônimo de Andrade, funcionou
a antiga Igreja Presbiteriana de Fartura.
O
prédio na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua Antônio Vieira Rocha, onde funciona uma loja de móveis,
era o antigo armazém
dos Damásio.
A
taxa de mortalidade infantil de Fartura em 1988 foi a mais baixa do Brasil.
Os primeiros
banheiros da cidade a usar caixa de descarga foram
do Grupo escolar.
A estrada
velha que liga Fartura a Sarutaiá não é a primeira
a ser construída e sim a segunda, existia outra mais antiga com outro traçado.
O
Bairro Barra Seca tem este nome porque o
ribeirão que nasce e corta o
bairro quando chegava a uns 300 metros
antes de desaguar na barra do Rio Itararé ele
sumia na terra.
A Rua Floriano Peixoto
era conhecida como Rua do Bréjo
Vc sabia que existia uma antiga estrada
na serra de Fartura ?
Foram encontrados alguns trechos, perto de Tejupa,
perto de Timburi,
perto morro do chapéu, ela era calçada de pedras e com muros de arrimos
também de pedras,
Tudo indica ser um ramal do Caminho do Peabiru, um caminho
que tinha varias ramificações, ligando
o Atlântico e o Pacifico
passando por vários países.
Construída pelos índios, séculos antes do descobrimento do Brasil.
Na
Praça 9 de julho, na esquina das Ruas Monsenho José Trombi e Gerônimo
de Andrade ficava a antiga
prefeitura construída em 1927, nos fundos ficava a garagem municipal que depois foi demolida
e construído o prédio da Nossa Caixa
Nosso Banco que fechou e hoje é a Biblioteca Municipal.
Onde
hoje é a Garbel Material de construção funcionava o antigo armazém
do Narciso Rocha, depois o Supermercado Garbel
do Domingos Garbeloto.
Onde
hoje é a casa era antiga estação de
bombeamento de agua da cidade , depois virou a Praça dos Expedicionários.
.
No
final da Rua Padre Monsenhor José Trombi
funcionou o antigo matadouro construído na dec de 50, depois foi sede do Samu e em 2023 foi demolido.
No
centro da Praça Tenente Casemiro existia um viveiro de pássaros que foi desativado no inicio dos anos 80.
As primeiras
mudas de eucalipto
de Fartura foram plantados
por Domingos Garcia Ribeiro em sua chácara onde hoje é o loteamento Parque dos
Ipês.
Ate
os anos 50 existiam 3 locais em Fartura que se podia montar parques e circos, na Praça Tenente Casemiro, na esquina
das Ruas Floriano
Peixoto com a Rua José Casemiro
onde hoje é a garagem de ônibus e na esquina
das Ruas Tiradentes e Rua Bertoni.
Até
os anos 50 a saída da cidade para ir para Carlópolis não era
pelo
final da Rua Barão do Rio Branco, e sim pelo
final da Rua Vicente Trindade.
.
Os
bancos de concreto da praça que foram retirados na ultima reforma (2016) eram de 1952
O
prédio na esquina da Praça 9 de julho com a rua Barão do Rio Branco era o armazém do Tuma Maluly que depois
foi o Bar do Gabriel
Andrade e do Beto Andrade.
A
casa na esquina das Ruas Vicente Trindade e Anacleto Gonçalves Neves serviu como cartório
do Arthur de Andrade e também
funcionou uma escola municipal, e
nos anos 70 e 80 era a pensão do Luiz
Prestes.
Na Praça Deocleciano Ribeiro
funcionou por muito tempo a Rodoviária Celso Lara Barbéri
(dono das fazendas
Augusta e Barra Grande), piloto de automobilismo e motonáutica, morto em uma
corrida em Interlagos.
A
casa que fica na esquina das ruas Anacleto Gonçalves Neves e Arthur de Andrade
em frente ao posto de saúde, foi construída por um sírio no final do sec 19,
depois teve os seguintes donos Belgrave Teixeira de Carvalho, Venâncio Bagaglia
, dr, Alvaro Garcia Ribeiro, Marcos Ribeiro do Vale
O
prédio onde hoje é a loja do Boticário na Rua Barão do Rio Branco, já foi agencia do
Banco The National City Bank nos anos 40, Banco Cruzeiro dos Sul nos 50
e Caixa Econômica nos anos
60.
Até a dec. de 30 toda produção de Fartura, saia de Fartura em lombos de mulas ou em carroções
para ser embarcado na estação de
bonde de Sarutáia, e de cada 10 sacas
de café, 2 se perdia pelos caminhos. Os porcos
eram conduzidos tocados até Piraju e muitas vezes até Itapeva, Sorocaba e até São Paulo a
procura de melhores preços. Os
criadores faziam mutirões de até 30 pessoas,
com vários carroções
com milho para os porcos,
mantimentos e apetrechos para a viagem, de Fartura até Sorocaba onde tinha as Indústrias Matarazzo, levava vários dias de viagem, porque a velocidade tinha que ser lenta para os
porcos chegarem não muitos magros ao seu destino.
Primeiro cemitério
da cidade foi onde hoje é o restaurante
Refugio na 1ª quadra da Rua Luiz Ribeiro Salgado,
em 1887 é transferido para onde hoje é a Praça
José Sebastião de Oliveira em frente da Santa Casa em 1892 é transferido para seu local atual. Ele era um cemitério civil isto é qualquer pessoa podia ser enterrada nele, e não apenas cristãos..
O bairro Caieiras tinha a antiga denominação de Corredeiras.
A vila de Fátima era um loteamento feito pelo Dr. Zézinho, eram pequenas
chácaras.
Como não existia
iluminação pública, em 1893 a prefeitura começou a obrigar os moradores da
cidade a manter um lampião acesso em frente das casas.
Os 10 maiores donos
de terras de Fartura em 1904 (brasileiros)
1 Antonio Ribeiro
do Prado 1.500 alq.
2 Jacintho Pereira
Araujo 600 alq.
3 Vicente Trindade
600 alq.
4 Benedito Fogaça
Leite 500 alq.
5 Jonas Deocleciano
Ribeiro 500 alq.
6 Antonio B. Veloso
490 alq.
7 Manoel Marcondes
da Cunha 400 alq.
8 Joaquim Antonio
Pereira 320 alq.
9 Manoel João de
Oliveira 300 alq.
10 Jose Antonio do
Prado 300 alq.
A primeira rua a
ser pavimentada em Fartura foi a 1ª quadra da rua Américo Brasiliense (famosa
subida do Rocha) nos anos 60.
Os funcionários da
prefeitura começaram o calçamento de baixo para cima e quando já tinham feito
uma boa parte do calçamento, choveu muito na cidade e o calçamento foi
arrancado pela enxurrada, depois disso eles retiram todo o material e
recomeçaram a fazer de cima para baixo e foram rejuntando os paralelepípedos
com piche quente.
Os paralelepípedos
eram de 2 cores e formavam desenhos geométricos no chão, mas hoje quase não dá
pra ver, por causa dos galhos das arvores e obras da Sabesp que mudaram as
lajotas de lugar.
As primeiras casas
de Fartura foram:
1ª de Manoel
Martins que depois foi a casa do Domingos Blanco ao lado da igreja.
2ª Na esquina da
praça que depois foi de José Bertoni e
que hoje pertence a seus descendentes (loja Pitucas)
3ª de José Avelino
de Oliveira na esquina da praça onde tem um sobrado (restaurante e farmácia)
4ª de Helidoro
Valério da Silveira ao lado da igreja, casa que era do Zé Vidal
5ª de Antônio
Augusto de Oliveira ao lado da igreja onde funcionou a 1ª venda de Fartura,
hoje casa dos Gobbo.
6ª de Bernardino da
Silveira, esquina ruas Samuel de Oliveira e José Trombi.
7ª de Feres Palil
hoje escola de inglês
No código de
postura de 1918, Fartura já proibia queimadas em suas matas
Em 1921 Fartura
produziu:
120.000 arrobas de
café
6.500 sacos de
arroz
4.000 sacos de
feijão
78.000 sacos de
milho
35.000 arrobas de
algodão
1.200 arrobas de
fumo
800 alqueires de
tomate
80 fardos de alfafa
500 arrobas de uva
1.100 cabeças de
gado
8.000 porcos
A Fartura que você nunca ouviu falar.
A Fartura onde
haviam brigas pela posse da terra,
A briga entre
fazendeiros, índios e posseiros.
A Fartura onde
fazendas eram atacadas, aldeias queimadas e índios assassinados.
A Fartura onde
fazendeiros atacavam e queimavam casas de posseiros.
A Fartura onde
posseiros eram assassinados e seus corpos deixado expostos como aviso.
A Fartura que nos
anos 30 tinha um delegado que também foi prefeito e que foi a pessoa que mais
expulsou posseiros de suas terras.
Parte da Vila Velha
e Morada do Sol eram partes de 10 alqueires de terras que o município doou aos
colonos ?
O primeiro
assassinato dentro da cidade de Fartura foi em 1901, Juca Nunes matou com um
tiro, Manoel Joaquim Ribeiro.
Com a criação da
vila, partes das terras da igreja passou a pertencer a vila e elas foram
divididas em datas (lotes) de 20x50 metros e foram doadas a população, a pessoa
apenas tinha que fazer o pedido na câmara e atender a certos quesitos.
No início do
sec.20 Fartura era uma verdadeira Torre de Babel.
Se você andasse
pelas ruas da cidade em um dia de domingo, ouvira pessoas falando uns 10
idiomas diferentes, como italiano, espanhol, japonês, árabe, guarani,
português, alemão, russo, etc.
Fartura já teve 2
usinas hidrelétricas e 3 companhias telefônicas.
Fartura já teve
um padre prefeito, padre Carmelo.
Existem minas de Xisto Betuminoso e carvão na serra.
Em 1919 Fartura
produziu 10 mil sacos de arroz, 13 mil sacos de feijão, 150 mil sacos de milho
12 mil arrobas de fumo.
Tinha 4.600
bovinos, 1.600 ovinos, 3.000 caprinos, 55.000 suínos, 6.800 equinos, 2.200
muares, e 1.939.200 pés de café.
Durante mês de outubro de 1936 foram
abatidos 26 bovinos e 55 suínos no matadouro de Fartura
Em outubro de 1936
foram sepultados no cemitério de Fartura 3 mulheres, 3 homens e 4 crianças.
Fartura tinha um
leprosário, foi construído em 1928, mas durou pouco tempo, foi destruído por um
incêndio 2 anos depois.
Obs: Naquele tempo
os leprosos eram proibidos de entrarem nas cidades, então algumas cidades
mantinham casas fora da cidade para recebê-los.
O antigo nome da
Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, era Rodovia dos Bandeirantes.
A Santa Casa foi construída sobre um antigo
cemitério.
O Fartura Jornal de 1936 tinha um
caderno voltado para o público infantil, um dos primeiros do estado de São
Paulo voltado para crianças.
O Sr. Orestes Garbeloti anotou todos
filmes que passaram no cinema de Fartura entre 1937 e 1943, com o nome do
filme, ator principal e data da exibição, foram no total de 1115 filmes, um a
cada 2 dias.
Os sinos da igreja
foram doados pelo sr. Antonio Bernardo da Rocha que tem seu nome gravado neles,
eles vieram de Ouro Fino MG. E tem uma parte em ouro.
No final da rua
Germano de Oliveira indo para o bairro Caieiras, do lado esquerdo antes da
ponte existia uma maquina de beneficiar café e algodão do sr. Joaquim Garcia
Ribeiro, e depois da ponte também do lado esquerdo onde hoje tem uma
borracharia existia um laticínio do sr. Benedito Priolli que depois foi vendido
para a Vigor que o fechou.
Em 1904 meu
tataravô Pedro Ribeiro da Fonseca tinha:
Uma fazenda em
Fartura de 90 alqueires de terra roxa contendo: 50 alqueires de matas, 20
alqueires de capoeira, 4 alqueires de pastos, 5 alqueires de terra com café
contendo 10 mil pés, 1,5 alqueires de arroz, 8 alqueires de milho, 0,5
alqueires de feijão, possuía 9 cavalos, 6 bois de trabalho, 2 vacas de leite
caracu , 10 carneiros, 6 cabras, 10 porcas nilas e 35 leitões, 150 aves
domesticas e tinha 7 empregados.
.
Resumão do roubo do
Trombi de 1975
Em 1975 a escola
Monsenhor José Trombi foi roubada a noite , alguns alunos que tinham tirado
notas baixas nas provas resolveram roubar os boletins com as notas para não
repetirem de ano.
Só que não roubaram
só os boletins, roubaram também toda a papelada da secretária da escola , foi
aberta uma investigação para apurar o caso, mas quando nas investigações foram
aparecendo nomes de , professor , filhos de políticos e de gente influente da
cidade, as investigações pararam o caso foi abafado. e o delegado
misteriosamente transferido para outra cidade.
Ninguém foi punido,
e todos alunos passaram de ano .
Aquele terreno na
saida da cidade em direção a OSAF do lado direito antes da ponte , ele pertence
ao exercito era o local onde o pessoal do Tiro de Guerra faziam treinamento.
Que quando
Fartura tinha cinema, muitos filmes estreavam primeiro em Fartura e depois em
São Paulo?
Vila de Fatima
A vila Nossa
Senhora de Fatima começou nos anos 70 com um loteamento feito pelo Dr. José
Sebastião de Oliveira (Dr. Zézinho) que era médico e dono da Cerâmica São
Sebastião no Pinheirinho.
Mas antes deste
loteamento já existiam umas 12 casas no local, que serviam de moradias para os
trabalhadores da olaria do Antônio Priolli que funcionou ali do final do séc 19
ate inicio
anos 50. Quando a
olaria fechou as casas começaram a ser alugadas.
Nos anos 60 o Dr.
Zezinho que tinha terras ao lado começou a vender terrenos para construção de
casas no local, quem comprava o terreno ganhava os tijolos e telhas para a
construção das casas, foi ele quem doou o terreno onde foi construída a Escola
Miguel de Góes nos 80, o terreno servia como campo de futebol até a prefeitura
construir a escola.
Com o tempo os
outros proprietários também começaram a vender lotes e pequenas chácaras
Da ponte até a
saída da cidade, a direita da estrada ficava as terras do Antônio Priolli,
Virgilio, Dr. Zézinho e por último o João Rocha. A esquerda as terras do Paulo
do Val e do Dito Inacio, com a máquina de café e o castelinho, (onde hoje é o
distrito industrial.)
O êxodo rural nos
anos 70 intensificou a ocupação do local por ter os terrenos mais baratos da
cidade e estes terrenos foram sendo subdivididos e a vila aumentou, as
primeiras famílias a morarem ali foram Custodio, Messias, Viana, Pedroso,
Martins Gonçalves, Cassiano.
Nos anos 70 a vila
tinha fama de ser bem violenta, atravessar a ponte a pé a noite sentido vila
era para poucos , mas com a construção das 60 casa do conjunto Nosso teto em
1980 a vila começou a ser melhor povoada.
A Agua só chegou em
1976 eram apenas 4 torneiras em toda vila e não tinha iluminação pública.
(Se alguma
informação estiver errada, avisa que corrijo.)
Obs, olaria dos
Priolli no recinto de festas foi depois que fechou na vila, eles tinham também
olaria na Barra Seca.
14 FATOS CURIOSOS
SOBRE FARTURA
1º Seu cemitério
foi o primeiro a ser secularizado no estado de São Paulo ele nunca foi
canônico.
2º A votação para a
criação da freguesia e do município foram em tempos recordes ainda hoje os mais
rápidos do Brasil.
3º Uma das poucas
cidade do Brasil que nunca teve nome Santo e que também nunca trocou de nome.
4º Elegeu primeiro
prefeito negro do Brasil.
5º Seu primeiro
intendente foi nomeado pelo governador e não pela câmara como era por lei.
6º Passou a ser
município com menos de 10 mil habitantes o que era proibido por lei.
7º Teve um padre
que jogou um praga na cidade por ter sido expulso.
8º Teve outro padre
que se envolveu com uma suposta santa o que acarretou na interferência do
bispado na paroquia e punição do padre .
9º Em 1892 era umas
das 8 cidades brasileiras que tinha 2 lojas maçônica a maioria das cidades nem
tinha loja.
10 º Primeira
cidade de São Paulo que foi planejada
11º Passou a ser
sede de comarca em 1895, mas o processo foi revertido.
12º A 4ª cidade de
São Paulo a ter cinema.
13º A 3º cidade do
Brasil a ter uma lei pela obrigatoriedade do ensino básico obrigatório em 1917.
Na região do Bela
Vista e Marli Meneghel existia um cemitério indígena
Descendo a Rua
dr. Castro passando a ponte a esquerda existia um frigorifico de porcos. Que
foi demolido nos anos 90.
A sede dos
escoteiros de Fartura era ao lado da igreja na Rua Gerônimo de Andrade onde
também funcionou uma das lojas Maçônicas de Fartura.
O primeiro posto
de saúde da Fartura funcionou na esquina da Praça 9 de Julho esquina das Ruas
Floriano Peixoto e Anacleto Gonçalves Neves.
E o segundo posto
de saúde funcionou na esquina das Ruas Barão do Rio Branco e Tiradentes.
O terceiro posto
funcionou provisoriamente em 1950 na Rua Bertoni na casa do sr. João Batista
Viana.
O quarto posto é
o que funciona até hoje na esquina das Ruas Anacleto Gonçalves Neves e Arthur
de Andrade inaugurado 1951.
A escola Marcos
Ribeiro funcionou como hospital durante epidemia de Gripe espanhola em 1918,
durante a epidemia de Febre Tifoyde de 1925, durante a Revolução de 1932.
O antigo Hotel
Fartura foi usado como hospital de Emergência durante a epidemia de Febre Amarela em 1949.
A primeira cadeia
de Fartura ficava na esquina das Ruas Gerônimo de Andrade e Barnabé José
Soares.
A primeira
agencia bancaria a funcionar em Fartura foi a Caixa Econômica Estadual em 1927
O primeiro clube
esportivo foi o Fartura Foot-ball Clube
inaugurado em 1919.
O primeira hotel
pertecia a João Batista Bertoni inaugurado em 1889
O mercado
municipal ficava nas esquinas das ruas Gerônimo de Andrade e Samuel de
Oliveira.
A primeira bomba
de gasolina da cidade funcionava na Rua Barão do Rio Branco no armazém do sr.
João Lucarelli.
O
primeiro formal farturense foi o Fartura Jornal de 1910 de propriedade de Herculano Rocha