terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

 

1 A fazenda Ribeirão da Fartura pertencia ao Barão de Antonina

2 O nome da cidade não vem de suas terras férteis ou rio piscoso e sim do Rio Fartura que fica entre Fartura e Barão de Antonina

3 Remigio ( filho)  só doou as terras porque foi ameaçado pelos moradores da vila

4 Burton se baseou na cidade de Washington para tracejar as ruas de Fartura

5 A elevação da freguesia é uma incógnita foi o processo mais rápido do Brasil ate hoje,  20 dias e foi durante o recesso parlamentar , na media se demorava 10 anos

6 Hilário foi eleito vereador mas quem colocou ele como prefeito foi Américo Brasiliense contrariando as leis da época

7 Em 1907 não chegava a primeira carroça e sim era fabricada a primeira em Fartura

 8 A ponte que ficou sob as aguas da represa era de concreto feita em 1950

 

 

Todos os jornais, tamanho das quadras,

 

Onde e Bradeco existia uma fabrica de mortadela do sr João Teodoro

 

Era uma noite fria de inverno, véspera de São João, e o casarão dos Castros — aquele que ainda se ergue ao lado da rodovia que leva a Carlópolis — estava repleto de vida. A casa fervilhava com a presença de familiares e amigos, todos reunidos para mais uma tradicional reza do terço em louvor a São João. A fogueira crepitava, iluminando os rostos alegres, enquanto os aromas dos deliciosos comes e bebes preenchiam o ar, criando uma atmosfera de celebração e união.

Entre os convidados, destacavam-se o vereador Marcos Ribeiro e sua esposa, Maria Umbelina. A noite avançava, e a alegria parecia contagiante, mas, à medida que as horas passavam, Maria Umbelina começou a se sentir mal. Preocupada, decidiu retornar para casa. No dia 24, sua condição não melhorou, e o médico Gerônimo Vieira de Andrade foi chamado. Após uma avaliação cuidadosa, ele trouxe um diagnóstico alarmante: envenenamento. Infelizmente, ele informou que não havia nada que pudesse ser feito.

A polícia da época, sob o comando de Luiz Ribeiro Salgado, pai de Marcos e subdelegado, iniciou uma investigação. As suspeitas recaíram sobre uma ex-escrava de Luiz Ribeiro, que, movida por ciúmes, teria cometido o crime, pois era apaixonada por Marcos Ribeiro, que mais tarde se tornaria Coronel. Contudo, as evidências eram escassas, e nada foi provado.

Maria Umbelina, que estava grávida, enfrentou uma batalha dolorosa. A tragédia se abateu sobre ela quando perdeu a criança e, em um estado de agonia, permaneceu na cama até o dia 29 de junho de 1894, dia de São Pedro. Ela faleceu com apenas 19 anos,

Maria Umbelina , com a gravidez avancada, aceitou o prato pronto, feito pela ex escrava do seu sogro, sem saber que a mesma havia envenenado sua comida.

Muito triste!!! Enquanto a mae envenenada , agonizava, a criança se mexia desesperada no ventre materno. Chamaram um Padre , que batizou a criancinha antes de nascer. Morreu mae e filho ... foram enterrados no Cemiterio , onde hoje situa se a Santa Casa. Tempo depois , quando o Cemiterio foi mudado, ao abrirem o tumulo, encontraram o esqueleto da mae e do bebe , que não conseguiu nascer.

 

Nos anos 30, como a cidade não contava com água encanada, os moradores do centro se uniram e pagaram para encanar a água de uma nascente localizada atrás do antigo posto do Chicão. Esse encanamento seguia pelas ruas Gerônimo de Andrade e Anacleto Gonçalves Neves, indo da esquina do Grupo Escolar até a praça 9 de Julho, e descia parcialmente pela Rua Barão do Rio Branco. Foi apenas nos anos 50 que a prefeitura começou a fornecer água encanada para a cidade.

 

No final do sec 19 Fartura era o local mais procurado de toda a  região para se contratar Bugreiros (matadores de índios) que eram levados para a região de Assis para limpar a terra ( matar os índios do local)

 

 

 

 

Uma das histórias que ouvi do Heitor Leite, pai do Anselmo da Casa & Casa, conta sobre sua infância na Rua Barão do Rio Branco. Naquela época, em frente de sua casa, onde hoje é a ACIf, havia o açougue do Farah. Todos os dias, Farah precisava lavar o açougue e pagava uma moeda para cada lata d'água que os meninos da rua traziam do ribeirão próximo ao supermercado São Francisco. No entanto, se a lata estivesse faltando mais do que 4 dedos de água da borda, ele ficava com a agua mas não pagava. Como a tarefa era difícil, com a rua de pedras soltas e as latas pesadas, os meninos perdiam cerca de duas de cada dez moedas. Até que um deles teve uma ideia: deixar uma lata cheia na esquina para completar as outras que viessem faltando. Assim, eles garantiram que sempre recebessem o pagamento justo.

Depois desse dia nunca mais trabalharam de graça.

 

 

Da área total de 1.212 km² de Fartura, foi desmembrado 197 km² de Timburi, 296 km² de Tejupá, 145 km² de Taguai, 146 km² para a represa e ficou restando 429 km².

 

Fartura foi a primeira cidade do Brasil que os padres teatinos se instalaram, e só vieram porque numa ação rara o papa doou a paróquia e todas as suas rendas para eles.

 

Existe uma nascente a menos de 50 metros da igreja matriz. Ele nasce ali passa por baixo CME, da garagem de ônibus ao lado super mercado São Francisco e deságua ribeirão Fartura.

 

A primeira sala de aula de Fartura começou a funcionar em 1885, era particular só aceitava meninos e funcionava em uma sala da antiga capela, as primeiras salas de aula municipal só começou a funcionar em 1889 e os professores eram, Antônio Viana para meninos e Ignez Deolinda para as meninas.

O nome oficial do posto de saúde do centro central é Franklin Delano Roosevelt, e foi inaugurado por Juscelino Kubitschek e Assis Chateaubriand, foi uma obra particular que depois foi doado a prefeitura e os moveis foram doados pelo governo dos EUA.

 

 

Em 1892 Fartura tinha 2 lojas maçônicas, Luz do Sertão e Deus e humanidade, quando maioria das cidades brasileiras não tinha nenhuma.

 

 

O traçado da rodovia que liga Fartura até a divisa com Carlopolis, foi feito paralelo a antiga estrada de terra.

A primeira sede da prefeitura ficava na esquina das ruas Mario Monteiro de França e Barão do Rio Branco, funcionou ali até 1935 quando foi transferida para a esquina da praça 9 de Julho.

 

Do lado da prefeitura descendo a Mario Monteiro ficava a garagem municipal onde eram realizados bailes de carnaval para população mais pobre, bailes chamados de Negreiros.

 

O primeiro lixão de Fartura era no final da rua Samuel de Oliveira um pouco antes de chegar na ponte. Quando tinha enchente no ribeirão Fartura as águas carregavam todo o lixo, ali foi jogado o lixo da cidade de 1931 até final dos anos 50 quando foi transferido para o lixão dos 3 Saltos, todo o lixo era recolhido com carroças. Nos anos 40 o lixo começou a ser jogado também no Bico da Pedra.

A pedra fundamental da igreja foi lançada em 1907 pelo arcebispo José Marcondes Homem de Mello e foi inaugurada em 1921.

 

Nos anos 20 para ir até Taguai tinha que passar por 7 porteiras, ate Sarutaiá 4 e mais 8 porteiras até chegar a Piraju.

 

O Bico da Pedra tem este nome, porque naquele local durante uma briga entre 2 irmãos um pegou uma pedra e bateu como bico dela na cabeça do outro matando-o.

 

Na estrada que vai pra OSAF, passando a ponte a direita existia uma fábrica de óleo e farinha do sr. Gentil de Oliveira e no terreno da OSAF também era outra fábrica de óleo e farinha do sr. Ubirajara Teixeira.

A prefeitura tinha um campo de aviação, ele foi feito durante a Rev. de 32 no sistema de mutirão, até  anos 50 ele ainda pertencia a prefeitura, não sei dizer se é o mesmo que existe hoje e é particular.

 

Trindade.

 

A construção da rede de esgoto de Piraju e a escola Marcos Ribeiro de Fartura foi uma compensação do estado a as duas cidades por elas terem bancado a construção do ramal ferroviário de Manduri até Piraju e depois de Piraju até Sarutaiá, e a estação foi projetada por Ramos de Azevedo.

 

Em 1884 o município de Fartura já tinha 2.000 moradores.

 

O primeiro prefeito negro do Brasil foi o de Fartura em 1891.

 

Fartura é uma das poucas cidades do estado que não tem um logradouro público com nome de Ataliba Leonel, Fartura tinha a praça 9 de julho, mas foi retirado por brigas políticas.

 

Fartura tinha um corpo consular da Itália. E os chefes do corpo consular foram Emilio Del Cistia e Septimo Cimatti.

O cemitério de Fartura nunca foi canônico, sempre foi civil, isto é quem mandava era a prefeitura e não a igreja.

 

 

Os terrenos  onde ficam o fórum, o convento e o antigo orfanato, foram comprados do asilo, eram parte do terreno que tinha sido doado por Augusta Volpato ao asilo.

 

Existia uma capela na Vila Nova em devoção a São Lázaro, o zelador era o sr. Nicolau Bruno.

 

Na década de 30 existia um hipódromo em Fartura (conhecido como surrador de cavalos), ficava onde hoje é o Jardim Aeroporto, o local era muito frequentado e nos finais de semana se montava barracas de bebidas e comidas para os frequentadores.

 

 

Fartura foi uma das primeiras cidades do Brasil a ter o ensino primário obrigatório.

 

.

 

 

O Big Bar quando foi inaugurado na dec. de 50 era uns dos maiores do estado.

 

Na esquina das Ruas Bertoni e Zico Leonel existia uma quadra de esportes que pertencia a igreja.

 

Na esquina das Ruas Floriano Peixoto e Anacleto Gonçalves Neves, funcionou o grupo escolar feminino de 1909 a 1915.

 

Na esquina das Ruas Vicente Trindade e Anacleto Gonçalves Neves funcionou o grupo escolar masculino de 1909 a 1915.

 

Na Rua Dr. Castro em frente á Praça Tenente Casemiro funcionou a maquina de arroz do Atila Garcia Rocha.

 

Na Avenida João Rocha depois da ponte a esquerda existia um frigorifico de porco, foi demolido.

 

No prédio de 1916 na esquina das Ruas Bertoni e Gerônimo de Andrade, funcionou a antiga Igreja Presbiteriana de Fartura.

 

 

O prédio na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua Antônio Vieira Rocha, onde funciona uma loja de móveis, era o antigo armazém dos Damásio.

 

A taxa de mortalidade infantil de Fartura em 1988 foi a mais baixa do Brasil.

 

Os primeiros banheiros da cidade a usar caixa de descarga foram do Grupo escolar.

 

A estrada velha que liga Fartura a Sarutaiá não é a primeira a ser construída e sim a segunda, existia outra mais antiga com outro traçado.

 

O Bairro Barra Seca tem este nome porque o ribeirão que nasce e corta o bairro quando chegava a uns 300 metros antes de desaguar na barra do Rio Itararé ele sumia na terra.

 

A Rua Floriano Peixoto era conhecida como Rua do Bréjo

 

Vc sabia que existia uma antiga estrada na serra de Fartura ?

 

Foram encontrados alguns trechos, perto de Tejupa, perto de Timburi, perto morro do chapéu, ela era calçada de pedras e com muros de arrimos também de pedras,

Tudo indica ser um ramal do Caminho do Peabiru, um caminho que tinha varias ramificações, ligando o Atlântico e o Pacifico passando por vários países.

Construída pelos índios, séculos antes do descobrimento do Brasil.

 

Na Praça 9 de julho, na esquina das Ruas Monsenho José Trombi e Gerônimo de Andrade ficava a antiga prefeitura construída em 1927, nos fundos ficava a garagem municipal que depois foi demolida e construído o prédio da Nossa Caixa Nosso Banco que fechou e hoje é a Biblioteca Municipal.

 

Onde hoje é a Garbel Material de construção funcionava o antigo armazém do Narciso Rocha, depois o Supermercado Garbel do Domingos Garbeloto.

 

Onde hoje é a casa    era antiga estação de bombeamento de agua da cidade , depois virou a Praça dos Expedicionários.

 

.

 

No final da Rua Padre Monsenhor José Trombi funcionou o antigo matadouro construído na dec  de 50, depois foi sede do Samu e em 2023 foi demolido.

 

 

No centro da Praça Tenente Casemiro existia um viveiro de pássaros que foi desativado no inicio dos anos 80.

 

As primeiras mudas de eucalipto de Fartura foram plantados por Domingos Garcia Ribeiro em sua chácara onde hoje é o loteamento Parque dos Ipês.

 

Ate os anos 50 existiam 3 locais em Fartura que se podia montar parques e circos, na Praça Tenente Casemiro, na esquina das Ruas Floriano Peixoto com a Rua José Casemiro onde hoje é a garagem de ônibus e na esquina das Ruas Tiradentes e Rua Bertoni.

 

Até os anos 50 a saída da cidade para ir para Carlópolis não era

 

pelo final da Rua Barão do Rio Branco, e sim pelo final da Rua Vicente Trindade.

 

.

 

Os bancos de concreto da praça que foram retirados na ultima reforma (2016) eram de 1952

 

O prédio na esquina da Praça 9 de julho com a rua Barão do Rio Branco era o armazém do Tuma Maluly que depois foi o Bar do Gabriel Andrade e do Beto Andrade.

 

A casa na esquina das Ruas Vicente Trindade e Anacleto Gonçalves Neves serviu como cartório do Arthur de Andrade e também funcionou uma escola municipal, e nos anos 70 e 80 era a  pensão do Luiz Prestes.

 

Na Praça Deocleciano Ribeiro funcionou por muito tempo a Rodoviária Celso Lara Barbéri (dono das fazendas Augusta e Barra Grande), piloto de automobilismo e motonáutica, morto em uma corrida em Interlagos.

 

A casa que fica na esquina das ruas Anacleto Gonçalves Neves e Arthur de Andrade em frente ao posto de saúde, foi construída por um sírio no final do sec 19, depois teve os seguintes donos Belgrave Teixeira de Carvalho, Venâncio Bagaglia , dr, Alvaro Garcia Ribeiro, Marcos Ribeiro do Vale 

 

 

O prédio onde hoje é a loja do Boticário na Rua Barão do Rio Branco, já foi agencia do Banco The National City Bank nos anos 40, Banco Cruzeiro dos Sul nos 50 e Caixa Econômica nos anos 60.

 

Até a dec. de 30 toda produção de Fartura, saia de Fartura em lombos de mulas ou em carroções para ser embarcado na estação de bonde de Sarutáia, e de cada 10 sacas de café, 2 se perdia pelos caminhos. Os porcos eram conduzidos tocados até Piraju e muitas vezes até Itapeva, Sorocaba e até São Paulo a procura de melhores preços. Os criadores faziam mutirões de até 30 pessoas, com vários carroções com milho para os porcos, mantimentos e apetrechos para a viagem, de Fartura até   Sorocaba onde tinha as Indústrias Matarazzo, levava vários dias de viagem, porque a velocidade tinha que ser lenta para os porcos chegarem não muitos magros ao seu destino.

 

Primeiro cemitério da cidade foi onde hoje é o restaurante Refugio na 1ª quadra da Rua Luiz Ribeiro Salgado, em 1887 é transferido para onde hoje é a Praça José Sebastião de Oliveira em frente da Santa Casa em 1892 é transferido para seu local atual. Ele era um cemitério civil isto é qualquer pessoa podia ser enterrada nele, e não apenas cristãos..

 

 

O bairro Caieiras tinha a antiga denominação de Corredeiras.

 

A vila de Fátima era um loteamento feito pelo Dr. Zézinho, eram pequenas chácaras.

 

 

Como não existia iluminação pública, em 1893 a prefeitura começou a obrigar os moradores da cidade a manter um lampião acesso em frente das casas.

 

Os 10 maiores donos de terras de Fartura em 1904 (brasileiros)

1 Antonio Ribeiro do Prado 1.500 alq.

2 Jacintho Pereira Araujo 600 alq.

3 Vicente Trindade 600 alq.

4 Benedito Fogaça Leite 500 alq.

5 Jonas Deocleciano Ribeiro 500 alq.

6 Antonio B. Veloso 490 alq.

7 Manoel Marcondes da Cunha 400 alq.

8 Joaquim Antonio Pereira 320 alq.

9 Manoel João de Oliveira 300 alq.

10 Jose Antonio do Prado 300 alq.

A primeira rua a ser pavimentada em Fartura foi a 1ª quadra da rua Américo Brasiliense (famosa subida do Rocha) nos anos 60.

Os funcionários da prefeitura começaram o calçamento de baixo para cima e quando já tinham feito uma boa parte do calçamento, choveu muito na cidade e o calçamento foi arrancado pela enxurrada, depois disso eles retiram todo o material e recomeçaram a fazer de cima para baixo e foram rejuntando os paralelepípedos com piche quente.

Os paralelepípedos eram de 2 cores e formavam desenhos geométricos no chão, mas hoje quase não dá pra ver, por causa dos galhos das arvores e obras da Sabesp que mudaram as lajotas de lugar.

As primeiras casas de Fartura foram:

1ª de Manoel Martins que depois foi a casa do Domingos Blanco ao lado da igreja.

2ª Na esquina da praça que depois foi de  José Bertoni e que hoje pertence a seus descendentes (loja Pitucas)

3ª de José Avelino de Oliveira na esquina da praça onde tem um sobrado (restaurante e farmácia)

4ª de Helidoro Valério da Silveira ao lado da igreja, casa que era do Zé Vidal

5ª de Antônio Augusto de Oliveira ao lado da igreja onde funcionou a 1ª venda de Fartura, hoje casa dos Gobbo.

6ª de Bernardino da Silveira, esquina ruas Samuel de Oliveira e José Trombi.

7ª de Feres Palil hoje escola de inglês

No código de postura de 1918, Fartura já proibia queimadas em suas matas

 

Em 1921 Fartura produziu:

120.000 arrobas de café

6.500 sacos de arroz

4.000 sacos de feijão

78.000 sacos de milho

35.000 arrobas de algodão

1.200 arrobas de fumo

800 alqueires de tomate

80 fardos de alfafa

500 arrobas de uva

1.100 cabeças de gado

8.000 porcos

A Fartura que você  nunca ouviu falar.

A Fartura onde haviam brigas pela posse da terra,

A briga entre fazendeiros, índios e posseiros.

A Fartura onde fazendas eram atacadas, aldeias queimadas e índios assassinados.

A Fartura onde fazendeiros atacavam e queimavam casas de posseiros.

A Fartura onde posseiros eram assassinados e seus corpos deixado expostos como aviso.

A Fartura que nos anos 30 tinha um delegado que também foi prefeito e que foi a pessoa que mais expulsou posseiros de suas terras.

Parte da Vila Velha e Morada do Sol eram partes de 10 alqueires de terras que o município doou aos colonos ?

 

O primeiro assassinato dentro da cidade de Fartura foi em 1901, Juca Nunes matou com um tiro, Manoel Joaquim Ribeiro.

Com a criação da vila, partes das terras da igreja passou a pertencer a vila e elas foram divididas em datas (lotes) de 20x50 metros e foram doadas a população, a pessoa apenas tinha que fazer o pedido na câmara e atender a certos quesitos.

 

No início do sec.20 Fartura era uma verdadeira Torre de Babel.

Se você andasse pelas ruas da cidade em um dia de domingo, ouvira pessoas falando uns 10 idiomas diferentes, como italiano, espanhol, japonês, árabe, guarani, português,  alemão, russo, etc.

 

Fartura já teve 2 usinas hidrelétricas e 3 companhias telefônicas.

 

Fartura já teve um padre prefeito, padre Carmelo.  

                                                                                                                 Existem minas de Xisto Betuminoso e carvão na serra.

 

Em 1919 Fartura produziu 10 mil sacos de arroz, 13 mil sacos de feijão, 150 mil sacos de milho 12 mil arrobas de fumo.

Tinha 4.600 bovinos, 1.600 ovinos, 3.000 caprinos, 55.000 suínos, 6.800 equinos, 2.200 muares, e 1.939.200 pés de café.

 

Durante mês de outubro de 1936 foram abatidos 26 bovinos e 55 suínos no matadouro de Fartura

 

Em outubro de 1936 foram sepultados no cemitério de Fartura 3 mulheres, 3 homens e 4 crianças. 

 

Fartura tinha um leprosário, foi construído em 1928, mas durou pouco tempo, foi destruído por um incêndio 2 anos depois.

Obs: Naquele tempo os leprosos eram proibidos de entrarem nas cidades, então algumas cidades mantinham casas fora da cidade para recebê-los.

 

O antigo nome da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, era Rodovia dos Bandeirantes.

 

 A Santa Casa foi construída sobre um antigo cemitério.

 

O Fartura Jornal de 1936 tinha um caderno voltado para o público infantil, um dos primeiros do estado de São Paulo voltado para crianças.

 

O Sr. Orestes Garbeloti anotou todos filmes que passaram no cinema de Fartura entre 1937 e 1943, com o nome do filme, ator principal e data da exibição, foram no total de 1115 filmes, um a cada 2 dias.

 

Os sinos da igreja foram doados pelo sr. Antonio Bernardo da Rocha que tem seu nome gravado neles, eles vieram de Ouro Fino MG. E tem uma parte em ouro.

 

No final da rua Germano de Oliveira indo para o bairro Caieiras, do lado esquerdo antes da ponte existia uma maquina de beneficiar café e algodão do sr. Joaquim Garcia Ribeiro, e depois da ponte também do lado esquerdo onde hoje tem uma borracharia existia um laticínio do sr. Benedito Priolli que depois foi vendido para a Vigor que o fechou.  

 

Em 1904 meu tataravô Pedro Ribeiro da Fonseca tinha:

Uma fazenda em Fartura de 90 alqueires de terra roxa contendo: 50 alqueires de matas, 20 alqueires de capoeira, 4 alqueires de pastos, 5 alqueires de terra com café contendo 10 mil pés, 1,5 alqueires de arroz, 8 alqueires de milho, 0,5 alqueires de feijão, possuía 9 cavalos, 6 bois de trabalho, 2 vacas de leite caracu , 10 carneiros, 6 cabras, 10 porcas nilas e 35 leitões, 150 aves domesticas e tinha 7 empregados.

.

 

Resumão do roubo do Trombi de 1975

Em 1975 a escola Monsenhor José Trombi foi roubada a noite , alguns alunos que tinham tirado notas baixas nas provas resolveram roubar os boletins com as notas para não repetirem de ano.

Só que não roubaram só os boletins, roubaram também toda a papelada da secretária da escola , foi aberta uma investigação para apurar o caso, mas quando nas investigações foram aparecendo nomes de , professor , filhos de políticos e de gente influente da cidade, as investigações pararam o caso foi abafado. e o delegado misteriosamente transferido para outra cidade.

Ninguém foi punido, e todos alunos passaram de ano .

 

Aquele terreno na saida da cidade em direção a OSAF do lado direito antes da ponte , ele pertence ao exercito era o local onde o pessoal do Tiro de Guerra faziam treinamento.

 

 

Que quando Fartura tinha cinema, muitos filmes estreavam primeiro em Fartura e depois em São Paulo?

 

Vila de Fatima

A vila Nossa Senhora de Fatima começou nos anos 70 com um loteamento feito pelo Dr. José Sebastião de Oliveira (Dr. Zézinho) que era médico e dono da Cerâmica São Sebastião no Pinheirinho.

Mas antes deste loteamento já existiam umas 12 casas no local, que serviam de moradias para os trabalhadores da olaria do Antônio Priolli que funcionou ali do final do séc 19 ate inicio

anos 50. Quando a olaria fechou as casas começaram a ser alugadas.

Nos anos 60 o Dr. Zezinho que tinha terras ao lado começou a vender terrenos para construção de casas no local, quem comprava o terreno ganhava os tijolos e telhas para a construção das casas, foi ele quem doou o terreno onde foi construída a Escola Miguel de Góes nos 80, o terreno servia como campo de futebol até a prefeitura construir a escola.

Com o tempo os outros proprietários também começaram a vender lotes e pequenas chácaras

Da ponte até a saída da cidade, a direita da estrada ficava as terras do Antônio Priolli, Virgilio, Dr. Zézinho e por último o João Rocha. A esquerda as terras do Paulo do Val e do Dito Inacio, com a máquina de café e o castelinho, (onde hoje é o distrito industrial.)

O êxodo rural nos anos 70 intensificou a ocupação do local por ter os terrenos mais baratos da cidade e estes terrenos foram sendo subdivididos e a vila aumentou, as primeiras famílias a morarem ali foram Custodio, Messias, Viana, Pedroso, Martins Gonçalves, Cassiano.

Nos anos 70 a vila tinha fama de ser bem violenta, atravessar a ponte a pé a noite sentido vila era para poucos , mas com a construção das 60 casa do conjunto Nosso teto em 1980 a vila começou a ser melhor povoada.

A Agua só chegou em 1976 eram apenas 4 torneiras em toda vila e não tinha iluminação pública.

(Se alguma informação estiver errada, avisa que corrijo.)

Obs, olaria dos Priolli no recinto de festas foi depois que fechou na vila, eles tinham também olaria na Barra Seca.

 

 

14 FATOS CURIOSOS SOBRE FARTURA

1º Seu cemitério foi o primeiro a ser secularizado no estado de São Paulo ele nunca foi canônico.

2º A votação para a criação da freguesia e do município foram em tempos recordes ainda hoje os mais rápidos do Brasil.

3º Uma das poucas cidade do Brasil que nunca teve nome Santo e que também nunca trocou de nome.

4º Elegeu primeiro prefeito negro do Brasil.

5º Seu primeiro intendente foi nomeado pelo governador e não pela câmara como era por lei.

6º Passou a ser município com menos de 10 mil habitantes o que era proibido por lei.

7º Teve um padre que jogou um praga na cidade por ter sido expulso.

8º Teve outro padre que se envolveu com uma suposta santa o que acarretou na interferência do bispado na paroquia e punição do padre .

9º Em 1892 era umas das 8 cidades brasileiras que tinha 2 lojas maçônica a maioria das cidades nem tinha loja.

10 º Primeira cidade de São Paulo que foi planejada

11º Passou a ser sede de comarca em 1895, mas o processo foi revertido.

12º A 4ª cidade de São Paulo a ter cinema.

13º A 3º cidade do Brasil a ter uma lei pela obrigatoriedade do ensino básico obrigatório em 1917.

 

Na região do Bela Vista e Marli Meneghel existia um cemitério indígena

Descendo a Rua dr. Castro passando a ponte a esquerda existia um frigorifico de porcos. Que foi demolido nos anos 90.

 

A sede dos escoteiros de Fartura era ao lado da igreja na Rua Gerônimo de Andrade onde também funcionou uma das lojas Maçônicas de Fartura.

O primeiro posto de saúde da Fartura funcionou na esquina da Praça 9 de Julho esquina das Ruas Floriano Peixoto e Anacleto Gonçalves Neves.

 

E o segundo posto de saúde funcionou na esquina das Ruas Barão do Rio Branco e Tiradentes.

 

O terceiro posto funcionou provisoriamente em 1950 na Rua Bertoni na casa do sr. João Batista Viana.

 

O quarto posto é o que funciona até hoje na esquina das Ruas Anacleto Gonçalves Neves e Arthur de Andrade inaugurado 1951.

 

A escola Marcos Ribeiro funcionou como hospital durante epidemia de Gripe espanhola em 1918, durante a epidemia de Febre Tifoyde de 1925, durante a Revolução de 1932.

 

O antigo Hotel Fartura foi usado como hospital de Emergência durante  a epidemia de Febre Amarela em 1949.

 

A primeira cadeia de Fartura ficava na esquina das Ruas Gerônimo de Andrade e Barnabé José Soares.

 

A primeira agencia bancaria a funcionar em Fartura foi a Caixa Econômica Estadual em 1927

 

O primeiro clube esportivo foi o Fartura Foot-ball  Clube inaugurado em 1919.

 

O primeira hotel pertecia a João Batista Bertoni inaugurado em 1889 

 

 

O mercado municipal ficava nas esquinas das ruas Gerônimo de Andrade e Samuel de Oliveira.     

 

A primeira bomba de gasolina da cidade funcionava na Rua Barão do Rio Branco no armazém do sr. João Lucarelli.

 

 

 

 

O primeiro formal  farturense foi  o Fartura Jornal  de 1910 de propriedade de Herculano Rocha