Nos anos 30, como a cidade não contava com água encanada, os
moradores do centro se uniram e pagaram para encanar a água de uma nascente
localizada atrás do antigo posto do Chicão. Esse encanamento seguia pelas ruas
Gerônimo de Andrade e Anacleto Gonçalves Neves, indo da esquina do Grupo
Escolar até a praça 9 de Julho, e descia parcialmente pela Rua Barão do Rio
Branco. Foi apenas nos anos 50 que a prefeitura começou a fornecer água
encanada para a cidade.
No final do sec 19
Fartura era o local mais procurado de toda a
região para se contratar Bugreiros (matadores de índios) que eram
levados para a região de Assis para limpar a terra ( matar os índios do local)
Uma das histórias
que ouvi do Heitor Leite, pai do Anselmo da Casa & Casa, conta sobre sua
infância na Rua Barão do Rio Branco. Naquela época, em frente de sua casa, onde
hoje é a ACIf, havia o açougue do Farah. Todos os dias, Farah precisava lavar o
açougue e pagava uma moeda para cada lata d'água que os meninos da rua traziam
do ribeirão próximo ao supermercado São Francisco. No entanto, se a lata
estivesse faltando mais do que 4 dedos de água da borda, ele ficava com a agua
mas não pagava. Como a tarefa era difícil, com a rua de pedras soltas e as
latas pesadas, os meninos perdiam cerca de duas de cada dez moedas. Até que um
deles teve uma ideia: deixar uma lata cheia na esquina para completar as outras
que viessem faltando. Assim, eles garantiram que sempre recebessem o pagamento
justo.
Depois desse dia
nunca mais trabalharam de graça.
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