Por Agostinho de Oliveira parte 2
Vou iniciar a segunda parte que tem laços profundos na primeira, pois ainda faz parte da criança (adulta), infância de um jovem sem juventude, e então tive acelerada minha maturidade. Começo assim, imagino que toda família vive um sonho, diria um reino com rei e rainha, constrói um castelo e seus súditos mais próximos serão seus filhos. Como viram minha vida vem de uma família com aspecto primitivo, embora meu pai fosse uma pessoa fantástica, trabalhador, religioso, dedicado a família, minha mãe também, porém os desafios humanos interferiram na trajetória de educação de seus filhos e a relação real com os acontecimentos no meio que viviam transformou uma mulher sonhadora, lutadora, religiosa, franca em obcecada a resultados, pois tinha sobre ela a pressão de tios e irmã com família menor, uma cobrança de resultados familiar. Isto pesou muito sobre minha mãe, daí porque ela exigia muito dos filhos, principalmente mim que fui o sétimo em 11 filho, destes dois morreram sem sobreviver ao parto, então restou nove! Meus irmãos eram escudeiros de meu pai, e tivemos duas gerações separadas por duas irmãs, a quinta e a sexta natalidade, eu a sétima depois mais 4 onde ficou 2, ....os 4 primeiros três eram da lida nos tempos de sítio perto da ponte, o quarto também , porém era jovem e teve outro tratamento, alavancado pelos primeiros, eu surgi em um momento que a vitalidade de meus pais entraram em retrocesso, desafios aumentaram, e era muito primitivo ainda recursos como transporte, comunicação, educação era muito desafiante, mesmo assim tive irmãos no Marcos Ribeiro e na escola da Barra Seca, sei que eu tinha admiração por meus irmãos, mas mesmo assim meu primeiro relato mostra que eu tinha um ambiente hostil...que parecia ter acabado quando meu pai comprou a chácara de Tico Fábio indo pra então nova vila Nossa Senhora de Fátima . E aí começa então minha segunda parte , pois está introdução figura a presença da família, e agora ela se separa e novos horizontes ocorrem .
Então, em uma tarde chuvosa, meu pai nos leva para conhecer a nova casa, que já estava vazia nos esperando em meados de 1963, porém choveu tanto, tanto que não podemos chegar. Anoiteceu e ficamos em um bar de esquina com Jardinzinho ou praça Tenente Cassemiro, e aquele posto de gasolina, não chegamos na casa, mas logo um caminhão foi no sítio e nos trouxe definitivamente, fui matriculado no João Batista, e logo iniciaria minha alfabetização, eu contudo não era acostumado ficar longe de minha mãe, como muitos dei trabalho pra me adaptar, minha primeira profª Tite que me tolerou e me alfabetizou com a Caminho Suave, teve até que me dar umas palmadas, pois foi difícil domar um garoto chucro, até ..... Mas logo eu estaria adaptado ao ambiente. Minha mãe viu oportunidade de ampliar costuras, eu ajudava, comprava peças de fazenda inteira para tirar cortes de roupas de roça por encomendas e tinha muitas, logo plantamos hortaliças e vendia na rua, fazia sabão de cinzas , de soda , e vendia tudo, daí minha mãe conheceu D. Durvalina , que trabalhava para os açougues preparando tripas para linguiça, e eu passei ir buscar de manhã no matadouro, 5 :30 h estava lá e chegava às 7 da manhã na escola. era apertado , mas nunca atrasei, segundo ano fui aluno do Professor Julinho Gabriel, terceiro D. Iveta , quarto ano professora Lucila do Val, também o terceiro ano eu tive transferência de escola, e fui para o Trombi com professora Partida, não gostei da mudança, não adaptei, e o horário a tarde atrapalhou planos de minha mãe , e acabei perdendo o ano, pois era aluno adiantado , mas as faltas me reprovaram, mas até foi bom, porque foi o diferencial de minha formação, pois a didática da grande prof ª Patida apurou meu senso matemático, que já era bom, no ano seguinte estava de volta ao João Batista, é nesta época que cultivei arroz aos 9 anos, no período do segundo ano, minha vida foi cheia de luta, era desafio estudar e trabalhar, e aí tive problemas onde professor Júlinho interferiu devido meu estado de saúde, mas ainda eu tive outro problema ...sofria bullying na escola por ser aluno quieto e exemplar, um grupo de meninos da Vila de Fátima se reuniam para bater em mim, eu figia deles, mas isto virou, pois pratiquei artes marciais e na terceira parte revelo o desfecho disto, Diante de minha desenvoltura fui homenageado no pátio da escola no quarto ano , dia 7 de Setembro de 1969, e pelo então nosso inesquecível diretor Professor Geraldo, com uma dedicatória inesquecível que não tem medalhas, mas um prêmio dado pela minha vida, pela minha disciplina e altas notas em boletim, mesmo assim cheguei ser castigado por motivos de disciplina, até lembrei motivo, fui levado por um coleguinha Naor Rocha, que atirava papel, e fui confundido , fiquei segurando dicionário com braço esticado voltado pra parede , prof. Lucila recebeu e me tirou do castigo , eu simplesmente obedeci pois sempre fui muito obediente.
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